segunda-feira, 11 de julho de 2011

Labirinto de espelhos II

Um releitura de Frida, por GGrauna



Revejo a nossa imagem  
no labirinto de espelhos.
Quase nada restou do que sonhamos
e como se não bastasse o desafeto
a poesia continua se perguntando:
_ Quem enxugará os prantos?
_ Só sei que o mar parece mais salgado quando choro.

Cacos de vidro.
Tudo acabado.
Imagem e semelhança
na crueza do corte
na temível indiferença.
Sangrando por dentro
só sei que o mar parece mais salgado quando choro.


 Brasilia/DF, inverno, 2011

2 comentários:

João Luis Calliari Poesias disse...

Não será a própria poesia a enxugar nossos prantos? Ou contribuir para? Gostei.

Graça Graúna disse...

Meu bom Callari: fico muito contente quando você está por perto. Sem dúvida, é a poesia que enxuga nossos prantos. Bjos