terça-feira, 26 de abril de 2011

Monólito

Deixar-me em várias coisas, o tempo
Coisas que me deixam marcas, entalhes

(espaços)

Na moça idade, pela subida
Eu arquejava junto ao monólito
Na boa idade, pela descida
Monólito que turva o horizonte

Hoje ficam as pernas tortas, coluna torta e caminho roto

(lembranças)

De lembrar a palavra certa

O modo correto

Memento

De falar:

Adeus.

3 comentários:

Jão disse...

O tempo passa
as lembranças ficam longe
a morte se aproxima
o Adeus fica cada vez mais real


Abraços

Jão!

Pedro Xudré disse...

Foi justamente esse tom de intimidade que adquirimos com o Tempo que quis dar ao texto, de tanto o tempo nos acompanhar, uma hora partimos com ele.

Jão, obrigado pela participação.

Francisco Coimbra disse...

A ideia dos entalhes resulta, o poema (apresenta-os) dá a ideia e não a deixa para trás, usa-a para lá de «Memento/ De falar:/ Adeus.», digo eu. Disse e acrescento, Parabéns!