domingo, 17 de abril de 2011

Eu deveria estar feliz,

ou sou só um homem de pouca fé?




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5 comentários:

Sam disse...

Se fosse assim, eu deveria ter nascido sorrindo. Nasci sem fé alguma.
Sabe, talvez a felicidade não seja daqui.
Que instigante reflexão, Diego.
meu abraço.
Samara Bassi

Victor Meira disse...

Ser ou estar... talvez pra ser feliz basta estar com fé.

Francisco Coimbra disse...

A poesia é a sensação, a emoção, o que quer que seja que, quando está presente se sente como sendo, nunca o complemento, antes a essência. É daquelas coisas cuja definição parece não deixar dúvidas, até a tentar darmos e atentar contra a dita simplicidade, desencontrada de si mesma, na propriedade maravilhosa de pertencer a todas as artes. Este ponto vem atentar… contra a facilidade, duplamente, de definir o que seja poesia encarando a Poesia.
O rosto das palavras na Poesia é a sua expressão? Devia ser, mas não é também a sua forma? Não será mais a forma? O que é a expressão, na expressão poética? Em qualquer arte? E na arte particular da Poesia!? É uma alegria, as palavras cheias de «som e fúria significando nada», já vou extrapolando para a literatura!
Nada melhor, parar e reler. Seria ótimo o poema reduzir-se a uma letra, tornar-se simples e visual ao ínfimo, viver das sensações mais primitivas do nosso cérebro, equacionar o problema e não encontrar sequer a incógnita, tudo se resumiria em menos duma palavra. Provavelmente não haveria palavras suficientes para traduzir o espanto, a provocação daria à vocação uma nova dimensão, evocaríamos o sublime sublimado e dado, no limite, como um limite ultra futurista. Faltaria unir estas palavras, descansando então, como Deus ao sétimo dia.
O desafio aqui é mais simples, uma frase dividida em dois versos: um à esquerda, outro à direita, preenchendo o espaço dum extremo ao outro. À esquerda… e à direita:
«Eu deveria estar feliz,

ou sou só um homem de pouca fé?»
A poesia a questionar a Poesia, agora e sempre, espaço para a poesia!
É claro, será sempre a poesia a alargar o espaço e o âmbito da Poesia, «a verdade é que nos salva»!
Se são soubesse alguma das coisas que digo quando falo, muito provavelmente não saberia de todo o que estaria a dizer quando tento falar. A escrever é a mesma coisa, se escrever «a escrever é que as pessoas se entendem» já não é a mesma coisa…
A insatisfação é que nos mata mas, por mim, e, já vai sendo tempo, por fim, fiquei satisfeito. Só me vou queixar da falta dum título, «ou sou só um homem de pouca fé?»
Quando uma obra permite que a partir dela se problematize a realidade, ela só pode ser interessante. Mais um texto, de autor, onde a escrita surge como local de problematização, pelo matiz para a prática de toda a arte. Parabéns!

Srta Saad disse...

a intermitência do ser: a certeza no incerto(?).

beleza de versos

BAR DO BARDO disse...

comme ça