quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Memórias Póstumas de Jonas

Tão rápido eram as imagens.
Minha mente sempre correu apressada.
Como uma fogueira que alimentamos e alimentamos,
Lançando labaredas cada vez mais desesperadas.

Minha vida foi tão rápida que ela durou uma eternidade

Meu trem nunca saiu da velocidade máxima.
As janelas mostraram flores;
Capim;
Jóias ;
Algo sem cor:
A abstração tornava as flores estruturas;
O capim cheirava a verdade.


Como voei. E agora, tudo se apagou.
Numa noite tragicamente calma sem calmantes
Ad eternum me acalmei.

Para o nascimento de Jonas:
http://existenznoexistenz.blogspot.com/2011/01/o-nascimento-de-jonas.html

Um comentário:

Kiro Menezes disse...

Viver a mil por vinte anos... ou viver a vinte por mil anos...!

Questões sutis de aproveitar a vida, em real uso de seu tempo, é o retrato que tuas palavras pintam, e encenam...!

Gostei muito!