domingo, 17 de outubro de 2010



“Sempre achei as paredes da casa muito brancas.”

Assim terminou minha madrugada,
com uma maçã molhada nas mãos
(para evitar a cafeína, que me impediria de dormir,
como se fizesse alguma diferença).

Sigo na expectativa de que amanheça o dia
(mais um),
na expectiva de novo,
que o novo dia traga novas coisas,
um novo ânimo,
como têm sido em todos os anteriores,
enquanto o tempo passa
para nunca mais voltar.

E aquele café velho, antes evitado,
agora parece a saída para suportar a primeira parte desse novo dia,
até quando o calor substituirá a umidade,
e o cansaço da noite sem dormir, após o banho matinal,
virá... e nos fará dormir novamente,
para que fiquemos despertos de novo na próxima madrugada,

evitando carboidratos e refrigerantes de cola,
e procurando frases de efeito em filmes antigos.

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