sexta-feira, 2 de julho de 2010

O muro

Naqueles dias
ela percorreu um longo caminho
de desafeto e dores

perversas descobertas
palavras cegas
nós tão cheios de capricho, que lhe faltou imaginação para desatá-los.
O muro lhe pareceu intransponível visto dali
Ela não sabia se era brincadeira ou inocência.
Mas o fato é que ela sentiu medo.
Porque ele se esconde  tanto assim?
Que tanto medo é esse de se entregar?
De longe o redemoinho levantou as poeiras
tão bem assentadas nas garrafas de vidro.

Ventania quando vem não olha nada na sua frente
sai derrubando tudo, agonia e glória!!
O juízo lhe causava uma tremenda desilusão.
Ja se fora o tempo dos sonhos e  da sofrimento em vão.

Nunca mais essa canseira de todo dia a mesma coisa
Nunca mais essa mania de se esconder entre os vãos dos ossos.
Ela preferia os velhos versos de sempre ditos
Aos versos prometidos que deixam o gosto do nunca dito.

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