quarta-feira, 7 de abril de 2010

dispersão


a anatomia do carrapicho
(me ensinou o Marcos)
são fractais de estrelas
na fusão físico-biológica
que arquiteta a astronomia


(do carrapicho a anatomia
é anversa a do bicho
e se antagonizam na intenção)


: o bicho o repele
pela dor que na pele
o torna praga
sem perceber
que repelindo
o propaga.

(ao Marcos Siscar, das nossas conversas sobre o carrapicho e suas possibilidades de verso).

6 comentários:

Adriana Godoy disse...

Muito interessante. Viajei no carrapicho. bj

Lara Amaral disse...

Legal mesmo e bonita observação sobre algo tão simples. Poesia é assim...

Beijo.

L. Rafael Nolli disse...

Sidnei, gostei do poema - missão interessante essa de escrever sobre um carrapicho. A poesia pode, realmente, ser encontrada nas coisas menores e mais simples. Bom!

Márcia Maia disse...

Gostei muito, sabia? A poesia se faz das coisas mais simples.
Beijo daqui.

Barone disse...

Boa a construção.

Assis de Mello disse...

Uau !!
Maravilha de poema, Sidnei !!!