sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Como vai? Como vem. Como vão!




por Pedro Xudré

No conforme do tempo eu até entendo

Esse desalento que vamos levando
Dizendo ois, olás e até-logos
Pois como logro por mais
A vida é curta na sua aurora
Esplêndida no seu alvorecer
E com o tecer dos anos vou compreendendo
Ficam nas amuradas de minha casa
As lembranças de verões que vêm e vão
Nos vãos ficam as tristezas, dando liga
Pois há ainda quem o diga:
Não é cedo para ir já?
A saudade dos que se foram
São peleia de grande porte
Por que seja a morte ou vastidão
Ainda segue reta a díspare vontade



Nesse espaço que ficou
Figura nas entranhas a verdade:
Quando vem, não sentimos
Quando vai, sentido não vemos

7 comentários:

Leo Curcino disse...

o poema fala sobre você atualmente. é um misto de despedida e vontade de recomeçar, ao mesmo tempo. por isso todo esse caos nos versos.

eu gosto muito da lacuna depois que divide o inicio e desenvolvimento do poema par ao final.

bom te ver animado em escrever de novo. espero que não pare mais.

Joe_Brazuca disse...

profundo..."comme il faut", pelo mote...

abs

Andradarte disse...

Mas tudo tem um sentido!!..
Desistir jamais.Já escrevi isto
tres vezes, hoje..
Abraço

Lírica disse...

Aplico a mim, tais reveses. É dura a dor do "parto", de fato... de qualquer lado...
Comungo deste sofrimento e assim, sinto mais branda a minha saudade tb.
Obrigada.
Disse o poeta português: "nenhuma solidão está só".

Tiago Tenório disse...

Muito bom, principalmente o espaço em branco, como bem citou.

Parabéns!

Pedro Xudré disse...

Obrigado à todos pelo apoio. Como meu primeiro poema aqui fiquei bastante ansioso e apreensivo em escrever algo que contribuísse para somatizar sentimentos, e posso ver que alcancei esse objetivo. Obrigado novamente, faço poemas por que ainda existem vocês, que como eu, sabem os apreciar e ajudar o poeta a crescer em espírito e em ímpeto.

claudiamenez disse...

Parabéns!
Lindo poema,triste! Mas, é cotidiano e a realidade de muitos...

Beijos*-* te amo.