terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cerrada

Guarda a tua voz
quando o silêncio grita.

Mareja nos teus olhos
uma ilha.

Descansa o teu barco,
recolhe a vela.

Espera
que o ondular das águas
e algum vento
te devolvam a
terra.

19 comentários:

Barone disse...

Excelente poema. Gosto da simplicidade e do formato.

sandraazevedomello6@gmail.com disse...

lindo poema
adorei.nunca acerto em fazer comentários tomara que este chegue parabens como tu escreve lindo

Adriana disse...

...algum vento há de vir.Belo poema.
Adriana
http://anndixson.blogspot.com

Victor Meira disse...

Devolver a terra é figura ousada e sutil. Acho sempre curiosas as metáforas relativas a mar-barco-terra feitas em nosso tempo. Tam algo de simplesmente evocativo, como se a coisa fosse e não-fosse um símbolo relevante.

A poesia diz pra mim acerca da contemplação da arte. Diz sobre o processo de digestão da apreensão de uma obra.

Bacana, sóbrio, sequinho.
Legal.

Felipe da Costa Marques disse...

Oi
Paz!

Guto Leite disse...

Também vou na onda do comentário do Vitor. Gostei pelo que penso ter apreendido, gostei pela sobriedade de estilo! Há uma certa imagem que atravessa o poema, do barco, parado, sem vento, de velas recolhidas. Muita arte!

compulsão diária disse...

Cerrados todos os elementos de um belíssimo poema juntos, próximos, condensados. Magnífica, Débora!
Magnífico " Cerrada".
Muito bom , muito bem.
Abraços

Marcos disse...

Muito bom! Digna de uma construtora de haicais.

Julia disse...

Tuas palavras fotografam o ar. Gostei muito :-)

Joe_Brazuca disse...

Guarda, Mareja, Descansa e Espera...
Esplêndido !
abraço

Olhos de Folha Minha disse...

Excelente imagem, precisamos nos ater em versos que nos devolva um mundo...Bárbaro

L. Rafael Nolli disse...

Às vezes é isso mesmo que estamos esperando: um vento que venha para mover as nossas velas. Bacana o poema.

ángel disse...

Hermosa casa de poemas. Gracias por éste, en particular. Seguiré recorriendo estas hospitalarias habitaciones.


saludos...

Débora Tavares disse...

Sem palavras para agradecer.
Sempre digo que escrevo para provocar sensações, sentimentos.
Quanta alegria saber que estou conseguindo.
Com carinho,
Débora

rogerio santos disse...

Débora, li por diversas vezes o teu poema e me senti com dificuldade de tecer um comentário coerente.

Acho que nem todos os textos precisam fechar uma idéia. E esse teu "Cerrada" me deixou com essa sensação.
A começar pelo título, que me sugeriu neblina.
Na neblina, a dúvida, a distância.

As metáforas jogadas ao mar, ainda metáforas e nebulosas e a personagem postada na praia aguardando que voltem concisas, pq o mar tudo devolve, mas tudo modifica.

Perdão pela viajada, mas eu não me contentei em simplesmente comentar que gostei ou não do texto.

Ler me ajuda muito a escrever e só se pode chegar à algo pensando e pensando.

Dizem que um poema, quando publicado, não mais pertence ao autor, pertence ao leitor.
E esse teu poema me dá um trabalho danado como leitor...rs

Por mais simples que possa parecer aparentemente.

Beijos
E parabéns pelo texto

Débora Tavares disse...

Rogério

Poesia é também inquietação.
Muito obrigada por dedicar o seu tempo nessa viagem.
Abraços,
Débora

Ígor Andrade disse...

Guardei o silêncio deste poema.
Abraço!

rogerio santos disse...

Débora, foi com muito prazer.

Flávio Otávio Ferreira disse...

"Descansa o teu barco, recolhe a vela"

têm momentos na vida da gente que é preciso serenidade para compreender que é hora de esperar o vento propício para continuar o velejar em busca de algum porto

realmente, um belo poema!
Abraços.
Paz e Poesia!