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domingo, 2 de agosto de 2009

"o colin farrel..."

"duas garotas vão ao cinema...
elas choram quando o amor da vida dela morre,
choram quando o amor da vida do morto morre...
elas tiram fotos de borboletas nas calçadas.
sentam nos degraus de onde não deveriam estar e
bebem café como se fosse água--

elas passeam pelas ruas a procura do jantar perfeito:

duas garotas conversam sobre atores,
seus pares de braços perfeitos,
seus olhos ferozes,
indomáveis,
seus lábios inteiros,
costas largas e sorrisos arredios,
sobre suas mulheres e --

duas garotas tiram o dia pra deixar o dia tirar uma com a cara delas.

enquanto isso, de uma banca de jornal sai um daqueles caras de quem elas tanto falavam...
uma olha pra outra e

-gargantas secas-

e as duas de repente sabem o que fazer--

correm para a frente do carro dele e fazem com que ele olhe para os casacos coloridos,
sorrisos delicados e cabelos ao vento,
nenhuma loira para ele admirar--

apenas duas morenas com pele de porcelana e lábios de boneca...


o barulho do motor contrasta com a respiração afobada.

o sinal fecha.

o berro iminente atravessa a avenida..."

quinta-feira, 2 de julho de 2009

aprendendo a aceitar...


escrevi um segredo na tela do computador.
ele apagou, sem querer ou talvez
querendo intensamente
algo que talvez seja proibido
algo que talvez não possa ser entregue assim
(deliberadamente)
não ainda
não agora
não por mim
não...
então aceitei o toque do acaso
e não tentei escrever novamente
o grande segredo por mim desvendado...

***

Originalmente publicando aqui.

terça-feira, 2 de junho de 2009

for someone, really

(poema originalmente publicado aqui.)

"jealous in my mind are all dead, I love you so much, never forget
all of our secrets coming undone, what a beautiful state we're in"
VV, Hotel (The Kills) in Good Night Bad Morning



queria que
se fosse verdade e se fosse o que é
que tudo fosse fácil e certo, que de certo o que seria seria o que é para ser.

mas como boa mulher centrada
- daquelas que mostram que não pisam onde não devem pisar -
me regulo e me asseguro de que
e se
não carrega nem o tom
daquilo que é
(inteiro ou pela metade)
e que se o somente fosse 
tudo o que nos espera seria apenas... 



uma história mal contada
(daquelas que te fazem engasgar enquanto se desenrola)


***

sábado, 2 de maio de 2009

Giocca Morra - ah

se o sangue não adiantar,
o choro, a modéstia, o falso relâmpago
a regalia das mornas mulheres de plantão
que realmente são o que são
que de fato sujam o chão onde dormem
que reagem de acordo com o que docilmente...
ouvem -

ah, mas se a mágoa não restar
o lado frágil não quebrar...
se o realejo não estiver pronto
para qualquer que seja o dom reanimar
e se mesmo com toda essa dor em carne viva
você não ouvir o som que teima em tocar
ah-

mas se
a forma for menos do que o altar
se o forno queimar mais do que os doentes
a rezar:

mas se
tudo isso for tamanha corrente
e o mar enfim te derrubar...

ah!


***

segunda-feira, 2 de março de 2009

diariamente


***

para o dia que no meio, começa
preso na garganta em tempo, termina
para aquele beijo que sem pressa, fulmina
enquanto a raiz do intento, regressa -

espero crua
como deve ser

espero na rua
como devo ver?

para aquele doce que antes cedo, do que nunca
em tempo para mais do que poderia, esclarecer
um pequeno romance, uma nota, um enredo
e estou eu pronta, eu inteira pronta pra te entoar segredo...

espero sua
ontem, hoje, nunca.


***

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

cheia de curvas

***

aaaaahhh!

não sei se posso comentar sobre o assunto, mas o sonho nos transforma.
nesse exato instante de minha vida sei que não pretendo nada que fuja do destino que eu quero para mim....
da vida que sei que brota em cada passo que dou (e quantos passos se passam!).
não sou de lua,
não sou não.
sou da rua que me transtorna
e me dá tontura
mas que me empurra
para a próxima avenida
cheiinha de curvas...

***

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

escrito em: 22/12/05


quando era pequena
na minha casa meio desleixada
meu pai falava em voz atenta
sobre o amor que não o dava nada
quando era bem pequena
minha mãe se parecia
com a atriz famosa da globo
e também com a elis regina
quando era pequenina
tinha cara de fuinha
olho grande (como sempre)
e mania de rainha...

***

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

penso.

e eu penso.
ligo a tevê, e penso.
ouço quem quer dizer o que tem a dizer
e penso.
sento na cadeira
na calçada
no banco do carro
e penso.
olho pra você e
penso.
penso no que tenho nas mãos, no que pode ser feito, no que pode ser deixado e então
penso.
penso no tratado, no arranjado, nos conselhos.
penso mais uma vez

no que não se deixa ser pensado.

repenso.
desato nós.
remendo.
corto cordas.
prendo pensamentos.
dou asas às fadas, deixo de lado o que resta.
penso.
penso em trinta tempos, um tempo que ontem foi sonho.
(hoje é realidade)
penso.
pensar, pensar é inerente ao ser pensante.


que pensamento... brilhante.


***