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sexta-feira, 5 de julho de 2013

ELOS DIALOGANTES

resta pesar a leveza na aresta
da geometria dum verso
ao qual se acrescenta outro
criando elos dialogantes
esquadria dum pentagrama

as cores vão colorindo
suas formas vão rodando
multiplicando a singularidade

o equilíbrio, um só centro .

quarta-feira, 5 de junho de 2013

CERTEZA/ REZA O SER


CERTEZA

da essência
devemos retirar
ou pôr?

nada
nos dirá

apenas a certeza!
Assim

REZA O SER

dito o ser de mim
dizendo reza
longa de-

longa…
esperando

uma manifestação
Mim

domingo, 5 de maio de 2013

DE OUVIDO & OUVINDO


DE OUVIDO

até do silêncio só restar
a palavra escrita
em silêncio

nele descubro
a beleza

ainda por ler de ouvido
Assim

OUVINDO

nas tuas palavras falam
os dedos da mão
segurando

a minha a escrever
para lhe falar

o calor de calar dizendo…
Mim

sexta-feira, 5 de abril de 2013

DEIXO-ME... & ...DEIXO

DEIXO-ME TOCAR

deixo-me tocar pela poesia
mesmo ficando ainda
caindo em mim

quando lhe toco
sentimental

a ser fosse poeta ou louco!
Assim

TOCAR-ME DEIXO

a poesia na ponta dos dedos
consegue fazer cócegas
pois não sossego

de procurar escrever
a corresponder

a poetisa de quem se baptiza!
Mim

terça-feira, 5 de março de 2013

DIA/ DAI

DIA

no meu dia

não deixo ficar
o vazio

vadio

mas volto

escrevendo assim
Assim

DAI

dai hoje
nesta volta
cheia

trans-

bordante

seus bordados
Mim

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

COOPERAR/ A OPERAR

COOPERAR

recupero

viajando agora
pelo passado passo

indo ler esta
escrita

onde nela (in)escrevo
Assim

A OPERAR

cooperativa
imagino a ópera
a operar

o belo canto
da diva

estendida num divã :)
Mim

sábado, 5 de janeiro de 2013

CONTINUO/ CONTINUA

CONTINUO

ah sim, sim
assim mesmo
renascido

um novo
ciclo

continuo tempo
Assim

CONTINUA

numa linha
de renovação
professa

o regresso
iniciado

contíguo tempo
Mim

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

VERSOS PARES

Deixo os meus castelos
no ar, aos sonhadores
e suas mulheres.
As mulheres, sonhadoras,
são os seus homens,
deixo tudo a elas.

Eles, para serem merecedores
das mulheres que têm,
deixam tudo, aos seus
filhos, mulheres e cães.

O meu papagaio fica
para a vizinha, é tudo.

Agora, também, os ímpares.

Tudo deixo aos seres,
ao ser como eles, aprendi
a respeitar as pedras.

Abro da mão tudo,
deixo os ossos, as ideias
levo comigo as que tive.
Ficam as que fiz,
Nesta mistura de desejo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

MARGENS


1

os poemas digo-os
(e
gostaria de deixar
o)
verso completo neste

todos eles são
parte duma botânica
onde se exalta
toda a vida na arte

desde ervas daninhas
de ideias peregrinas
semeando as margens
onde corre o verbo

dele gosto ler
(e
gostaria de deixar
o)
poema completo nelas

2

esta é a minha ideia
aberta para correr
o sangue da metáfora
não como meta sinuosa
dum percurso de letras
e
sim uma meta sinuosa
onde se cruza nela
linha imaginária
de paralelo traçado
1
aqui exemplificado
equador desta forma
de unir hemisférios
onde há duas quadras
e
a minha ideia
a fechar-se
ao fim
do seu percurso

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

NATUREZA DOS VERSOS


eu que tenho direitos hereditários
a todos os sonhos do mundo
bem como aos títulos de nobreza
de quem se arma cavaleiro
pela pureza do coração intacto
ungido da inspiração divina
dos adivinhos da beleza em tudo
ou qualquer coisa feita poética
duma natureza diversa dos versos

pois sou eu, assim mesmo, uno
com o Universo pejado de astros
onde viajantes errantes viajam
meteoritos de uma vida precária
cujo impacto se pressente vindo
das memórias minerais e outras
cada uma mais real que a outra
no conjunto informe das formas
arquetípicas do natural primeiro

sou republicano ao rés do riso
cristalino das crianças felizes
cuja natureza acredita a verdade
sem desconfiar de Deus e ainda
menos da não existência do Pai
Natal de todos os dias nascidos
Para serem aniversário de Jesus
sem necessidade de ser pregado
a nenhuma cruz, assino de cruz

X
(celebrando o V de Outubro,
data da Implantação da República
em Portugal)

domingo, 5 de agosto de 2012

O MELÃO

os poemas
são como os melões,
só depois de abertos se sabe
se são bons

abertos
pela fome, (com
vontade de (água a correr
comer… (na guela

divido (estâncias
em talhadas (sumarentas
o melão (es_cor_rendo…

até ficar (assim
com ele assim (exposto
aberto (em talhadas

quinta-feira, 5 de julho de 2012

SER EM POEMA

em cinco estâncias
a poesia vence
todas as distâncias
percorrendo tempo
neste dia vivido

aos cinco dias
do sétimo mês
neste ano doze
do século XXI

na quinta-feira
desta semana
primeira do mês

os versos fazem
todas as  estrofes

até serem poema!

terça-feira, 5 de junho de 2012

SENTIDO DA VIDA


eu gostaria de poder responder
a uma pergunta que não tivesse resposta
possível, pela forma, pelo conteúdo,
por tudo o que de poesia se pode procurar
nos versos, dando uma vida própria
ao sentido da vida

deste modo comporia o riso
num sorriso misterioso que ouso
apenas tentar quando me dou ao poema
como possibilidade plena, sem pena
de não encontrar suporte para este voo
onde me precipito