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sábado, 24 de abril de 2010

____. curta





Sem ler-te...
tateio a poesia
em busca do olhar
último gravado
à curta retina

ora temo luz
ora escuridão
sigo-te avulto
e sonâmbulo




***


não seja o último jamais
mas o mais recente olhar
e para sempre destemido
à luz ou à escuridão
o perene poema infindo
a mão tateando a perfeição
da poesia que ocupa o lugar
de barco tocando o cais