jogava isca
pro robalo
pro linguado
pra tainha
só não mudava a ladainha.
hfernandes,
22 mai. 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Lançamentos
Amigos, dia 28 de Maio estarei lançamento meu novo livro de poemas, Elefante. No mesmo Bat Canal, lançaremos a coletânea Fórceps: são 4 poetas: Eu, Cássio Amaral, Heleno Álvares e Flávio Offer. Se der, compareçam! Abraços!
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l. rafael nolli
sábado, 11 de maio de 2013
Sim.ple
Devagar
as cores despertam, os dilemas escorrem
num
precioso rio de zelo e, é tanta força, semeia....
Um
variar às labaredas q lambem a paixão q encanta.
Logo
logo, as cores são festa, um grande lago de risos
entrelaçados,
entrelaçando.
É
sublime o amor q canto.
É
simples ser o que sou...
Somamos
com aquilo q somos.
Tento
sim, não ser aquilo tudo que soa.
Ressoa
estragado, estragando.
Ninguém
sonha o que sonho.
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renato de melo medeiros
quarta-feira, 8 de maio de 2013
pegou as asas que nunca teve e
foi voar bem alto pra ver o brilho do telhado das casas / deixou uma doce
gotinha de sorriso escorrer entre os lábios / abriu o peito / esqueceu o
embornal das saudades. / um cheiro de lágrimas salgadas e quentes sussurrou levezas
na sua alma nua / mesmo assim não olhou em nenhuma direção. / de olhos bem fechados, apertou
fortemente a mão esquerda da possibilidade e seguiu, sem deixar rastros, sem
dizer nada. / apenas seguiu, enquanto a noite aparecia...
[CléberCamargoRodrigues]
domingo, 5 de maio de 2013
DE OUVIDO & OUVINDO
DE OUVIDO
até do silêncio só restar
a palavra escrita
em silêncio
nele descubro
a beleza
ainda por ler de ouvido
Assim
OUVINDO
nas tuas palavras falam
os dedos da mão
segurando
a minha a escrever
para lhe falar
o calor de calar dizendo…
Mim
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Francisco
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Dois
segunda-feira, 8 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
DEIXO-ME... & ...DEIXO
DEIXO-ME TOCAR
mesmo ficando
ainda
caindo em mim
quando lhe toco
sentimental
a ser fosse
poeta ou louco!
Assim
TOCAR-ME DEIXO
a poesia na
ponta dos dedos
consegue fazer
cócegas
pois não
sossego
de procurar
escrever
a corresponder
a poetisa de
quem se baptiza!
Mim
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Francisco
domingo, 24 de março de 2013
Ars poetica
Não tenho voz de queixa pessoal, não sou
um homem destroçado vagueando na praia.
Drummond
por
certo não sou digno da poesia
é o
que se comenta
nos
pequenos círculos
não
comi a flor de lótus
tampouco
sai às ruas chapado de rivotril
também
disso estou certo
– eles
o dizem, por que duvidar –
não
evitei o amor
essa grande balela
sequer
morri de tuberculose
(nos
corredores de uma sinistra biblioteca)
é o
que se comenta
quem
sou eu para duvidar
não
me matei (ou matei alguém)
pelas
palavras – ai, palavras, ai, palavras,
que
estranha potência a vossa, etc e tal –
muito
menos tive a Grande Visão
não
vendi armas ao rei da Abissínia
ou
cruzei o país
–
vagabundo em um vagão –
no
encalço do Sublime
.
.
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l. rafael nolli
quarta-feira, 20 de março de 2013
quinto
a canção repetia:
...que parece que estou carregando os pecados do mundo.
...que parece que estou carregando os pecados do mundo.
como um refrão de acusação
uma constatação relativa baseado
em particular perspectiva sem nenhuma confirmação divina
a primeira canção da estrada que ouvia na radio
embalava estranhos sonhos de viagem
o que teria vivido se abandonasse a casa paterna
e movido pelo rock rural partisse sem destino pela
estrada
seria possível recuperar nessa altura da vida essa
jovialidade ingênua
seria possível ainda cantar o refrão da antiga canção
tantos anos
passaram quase despercebidos
quebrando certezas
restou apenas a primeira canção da estrada
quase intacta cantada na radio imaginária
insistentemente tocada dentro da saudade de um
tempo que não aconteceu
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