terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Noturna

Abrigo-me
Entre os seios da escuridão

Aguardo um menestrel

Um encantador de sacadas
Que empreste seus versos

Para que eu os diga
Quando a janela se abrir

Se o vizinho do lado
Jogar o vaso de flores
Farei dele
Meu ramalhete pra ela