domingo, 6 de abril de 2014

Panaceia

Não sou o vermelho que tu vestes
Nem a praia, onde esparramam-se    -- em ondas--  teus cabelos

Não sou as curvas que o sangue faz, pra acompanhar tua silhueta
Nem tua voz de sexta-feira, ou o beijo   --pseudo roubado --  que está por nascer

Não sou o desejo, que tu negas   -- durante o dia --  para manter as aparências
Nem a insônia, que vem cobrar de ti a conta na madrugada

Porque, quem é mesmo
Não diz

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