quarta-feira, 6 de abril de 2011

Lugares (ainda) vagos

Vestiu-se de cigana
Foi dar sopapos no mundo
Montar na sela da vida
Antes de seu mundo acabar

Caminhou no sol e na chuva
Tirou as algemas do tempo
Queria ser feliz por dentro
Antes do mar se zangar

Apesar das dores de amor
Voltou com a pele bonita
Viu que quem nele acredita
Não deixa a vida passar

10 comentários:

Sam disse...

o amor é essa estrada
onde desejo passar
calçar meus dias
minhas sinas
de viver saboreando
as vertentes
as vestes
e a nudez
que o sentimento
me fez
no ontem
e espero além.

Kiro Menezes disse...

Como se faltasse alguma palavra nessa tua poesia plena!!!

^_^•

Benny Franklin disse...

Degusto - sorvendo um bom "do Porto" e bom "Cubano" - poesias iguais as que acima: eu li!

Boa, Calliari!

Nanda disse...

Adoro quando me encontro nas tuas poesias... doce, sempre doce.

Francisco Coimbra disse...

João,
Um comentário, enquanto abordagem dum texto, tentativa de compreensão do autor que o tenha escrito, ou qualquer subjacente intenção, é sempre uma procura de intimidade. Algo que me falta em relação à tua poética, ao ideário, à construção que possas usar com algum hábito. Hábito no sentido pleno, abarcando o significado de veste, guarnição, decoro, defesa, protecção, tanta coisa!...
Deixemos da mão todos esses significados, nada importa, importemos o título, deixemo-lo ultrapassar a fronteira da leitura, entrar na praia dos sentidos, procurar a nossa emoção deixar “Lugares (ainda) vagos” falar connosco. Su_gere-me e deixo-me gerir por esta ideia: o título trás consigo uma promessa, “lugares vagos” prontos a serem preenchidos durante o “ainda” onde irá andar a duração do poema. A partir daqui, tudo é leitura, tudo é poema! Parabéns.

BAR DO BARDO disse...

as vestes por vezes desnudam

a ciganagem é libertação que muito inspira os anos 1960

eu gosto da imagem

namaste

sidnei olivio disse...

João, como disse a Kiro, tua poesia é plena. Abraços, poeta!

João Luis Calliari Poesias disse...

Agradeço a todos, inclusive aos que leram e não comentaram.

Anônimo disse...

Gostei da imagem da cigana ... forte!
Apesar das dores de amor, nele acredita. Acreditas tu?

João Luis Calliari Poesias disse...

Anônimo...eu acredito..obrigado.