quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ipê-gente

Sorri pra mim
a jovem flor de ipê-roxo
Apesar de
estatelada no chumbo da calçada

Como poderia chorar,
se namora tal pano de fundo
E tem como algoz a chuva amante
a lhe banhar o corpo nu na madrugada

5 comentários:

sidnei olivio disse...

Caro João, parceiro de dia, grande sensibilidade: poema brotado de um fato que pra muitos passaria desapercebido. Fantástico! Abraço.

Henrique Pimenta disse...

um tom haicaístico

boa imagem

grato

Kiro Menezes disse...

Em fascinio o declinio de tão leve e gigante poetar...


Invejo tua musa, flor-de-ipe!

Perfume delirante de encantos magicos....


Com muuito carinho!

Priscilla Calaça disse...

Quando eu crescer quero escrever assim...

Um abraço!

Erica disse...

Gostei muito da imagem da flor estatelada na calçada e maltratada pela chuva...

Linda imagem!

Erica